Palestra: Re-encontrando o lugar do pai

Uma perspectiva a partir da visão psicológica de C.G.Jung

C.G.Jung é considerado, até mesmo por aqueles que não são seus seguidores, como um pilar fundamental da ciência psicológica.

Sua obra inicia seguindo pelo trilho aberto por Freud em direção ao Inconsciente, mas, tomou rumos que o fundador da Psicanálise jamais entendeu ou pode aceitar. A diferença fundamental está na compreensão que cada um deles tinha da natureza do Inconsciente.

Para Freud, o Inconsciente era uma espécie de “lata de lixo” da consciência, um lugar para onde eram recalcados os sentimentos e memórias inaceitáveis pela psique consciente da pessoa. Jung tem uma visão diametralmente oposta, para ele o Inconsciente não é uma “lata de lixo”, mas, a fonte matriz de onde emanam todos os conteúdos que depois se tornam conscientes. Jung falou também dos arquétipos do Inconsciente Coletivo da humanidade. Seriam como os habitantes do mundo inconsciente, de onde emerge a psique individual e as diferentes manifestações culturais da humanidade. E de que maneira esta abordagem psicológica pode nos auxiliar a re-encontrar o lugar do pai, nesse momento de confusão de papéis, em que as pessoas estão tendo tanta dificuldade para localizá-lo com precisão? Os acontecimentos descritos por Jung se situam além da relatividade cultural do espaço-tempo em que vivemos. Vem da fonte. Estão na raiz.

O arquétipo do Pai não é a pessoa do pai. É uma espécie de imagem primordial que habita nossas profundidades. As nossas e as de nossos filhos e, segundo o pensador suíço, inclusive de nossos filhos recém-nascidos. Quem é afinal esse Pai que vem de longe para nos lembrar do que esquecemos e que hoje nos faz tanta falta? Quais são os seus direitos, quais são os seus deveres? Vamos escutar Jung.

Assista a palestra a seguir:


Carlos Maltz – QM

DAV de Pirenópolis

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